Mas afinal,
porque enlouqueceu Dona Maria I?
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Tempos agitados marcaram o
reinado desta rainha. Governando Portugal entre 1777 e 1792, quando foi
declarada incapaz, Dona Maria respondeu às intensas transformações
que ocorriam na Europa e nas Américas,
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no auge das Revoluções
Burguesas.
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Sucessora de D.José I,
a rainha assumiu após quase três décadas de atuação
do Marquês de Pombal, poderoso ministro que fez várias reformas
no Estado português. A Igreja e a nobreza foram alvos constantes
de Pombal. Com a ascensão de D. Maria, chegou a hora da revanche,
num período que ficou conhecido como a Viradeira.
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Sob forte dependência da
economia inglesa, Dona Maria ficou numa situação delicada
quando ocorreu a independência dos Estados Unidos, em 1776. A situação
de guerra favoreceu os cofres portugueses, pois Portugal passou a ser um
dos poucos países envolvidos com comércio em larga distância
que não estava em guerra.
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Preocupada com a recuperação
da rédeas da economia colonial, Dona Maria extinguiu diversas companhias
estabelecidas por Pombal, com o objetivo de desenvolver as atividades mercantis
no Brasil. Além disso, foi ela a Rainha que pressionou pela derrama,
a cobrança de uma cota mínima de ouro em Minas Gerais, independente
da produção obtida. Foi este o gatilho que disparou a Inconfidência
Mineira.
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Em 1789 explodiu a Revolução
Francesa, que espalhou pela Europa seu ideário liberal, e, alguns
anos mais tarde, o terror da ocupação pelos exércitos
napoleônicos. Foi na esteira desta concorrência entre a esfera
de influência inglesa ou francesa que a família real portuguesa,
com Dona Maria já substituída por Dom João VI, transferiu-se
com sua corte para o Rio de Janeiro.
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