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São
Paulo por Militão Augusto de Azevedo
São Paulo no final
do século XIX, retratada por Militão.
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O acervo do fotógrafo
A Militão Augusto de Azevedo, composto de cerca e 12 mil fotos,
foi doado ao Museu Paulista pela Fundação Roberto Marinho,
que também patrocinou a organização do acervo, uma
exposição e um cd-rom com textos e imagens sobre a vida e
obra do fotógrafo.
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A valorização
e o estudo das imagens do Brasil no final do século XIX e primórdios
do XX têm se intensificado nos últimos anos. Colaboram para
isso a recuperação e organização de acervos
de fotógrafos brasileiros, que produziram uma grande quantidade
de fotos, em estúdio e nas ruas. Estas imagens traduzem personagens,
modos de vida, etapas da urbanização, enfim, constituem uma
documentação valiosa.
Inicialmente
retratista da casa Carneiro & Gaspar, Militão adquiriu o estúdio
em 1875, que passou a chamar-se Photographia Americana.
Fotografou milhares
de indivíduos anônimos, e também celebridades do porte
de Castro Alves, Rui Barbosa e o próprio Dom Pedro II. Mas nem o
prestígio o salvou das dificuldades financeiras, sendo obrigado
a fechar o ateliê em 1885.
Aas transformações
da cidade eram uma paixão de Militão. Na década de
1860, registrou a construção da ferrovia Santos-Jundiaí,
e alguns anos mais tarde organizou um Álbum Comparativo das Vistas
de São Paulo. |
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O acervo encontra-se aberto
à pesquisa no centro de documentação do Museu Paulista.
O cd-rom, que pode ser adquirido no museu, oferece uma prévia deste
rico material, além de textos que analisam a obra de Militão
Augusto de Azevedo e a São Paulo de sua época.
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31 de Janeiro de 2000
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